quinta-feira, 18 de junho de 2015

Manifesto Crespo


Mais que um simples símbolo estético, cabelo é cultura e para os negros representa um ato político e a vontade de quebrar velhos padrões. Seja na curva dos cachos, no comprimento dos dreads ou no formato simétrico de um black power, é fundamental que cada vez mais negros e negras entram em contato direto com sua ancestralidade africana e tenham orgulho de suas coroas, valores que o Manifesto Crespo, com maestria vem ensinando ao país.”

(Coletivo Manifesto Crespo)



Nos dias 23 e 24 de maio o Coletivo Manifesto Crespo esteve em nossa casa em um encontro com a Comunidade Jongo Dito Ribeiro e outras atividade abertas ao publico . As vivencias foram multiplas , roda de conversa sobre o movimento feminista negro, oficina de jongo e feitura de turbante, refeições coletivas e noite musical.




 
O coletivo tem como foco central a discussão sobre como o cabelo crespo pode e deve ser encarado de uma forma criativa, fazendo com que se desmistifique a ideia de que existe cabelo ruim.

O trabalho nasceu a partir de discussões sobre as diversas questões do universo da cultura afrobrasileira, suas produções artísticas e estéticas, buscando reconhecer seu valor e fortalecer a memória e a autoestima de mulheres negras, numa luta pelo resgate das nossas origens - uma vez que o Brasil conta com a maior população originária da diáspora africana.

Acreditam que o corpo negro e sua cultura são fonte de infinita criatividade e beleza!

Ações:
Tecendo e Trançando Arte – Vivência educativa para todas as idades com as tranças, dreads, tecidos e penteados afro como um saber e expressão artística ancestral.

Di Rainha – Africanidades, arte, festa e mulheres em evidência.
Crespos debates – Diálogos e encontros sobre o universo do corpo, cultura e diversidade.

mais infos:





A vivência foi intensa mulheres negras juntas , contando suas histórias e encontrando suas raizes,
nossa jongueira Dandewara fala sobre a importância desse encontro :

“ Achei muito interesante o final de semana com o pessoal do Coletivo Manifesto Crespo, principalmente aquela roda de conversa que a gente teve a presença de mulheres negras que vem atuando no MMU ha muito tempo que abrinram o caminho, a discussão do protagonismo da mulher negra, o envolvimento dela na politica.

Mostrou as vulnerabilidades que ainda a gente encontra apesar de todo esse empoderamento, dessa luta e mostrou a vulnerabilidade que a mulher negra enfrenta no mercado de trabalho o fato dela ser mã, como a discriminaçâo é muito forte, e como a gente pode lhe dar com isso não só na area educacional mas no dia a dia,

Foi muito bacana isso, e o os relatos de vivências tanto delas quanto os nossos, e que apesar de sermos um coletivo completamente , o Coletivo Manifesto Crespo e a Comunidade Jongo Dito Ribeiro, mas que temos os mesmo ideais, as mesmas lutas de mulheres negras que procura conquistar o seu espaço e não só a conquista mas o respeito acima de tudo, isso eu gostei muito”.










Mulheres Negras empoderadas sejam sempre bem vindas em nossa casa!





texto : Comunidade Jongo Dito Ribeiro

fotos: Coletivo Manifesto Crespo

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